Explosão e fogo alto na madrugada assustam moradores de Santo André e Mauá
O Flare do Polo Petroquímico de Capuava foi acionado após queda de energia na região
Na madrugada desta terça-feira (17), moradores de Santo André e Mauá, na região do ABC Paulista, foram surpreendidos por um forte clarão acompanhado de estrondo vindo do Polo Petroquímico de Capuava. O episódio gerou preocupação e levou ao acionamento do Corpo de Bombeiros, inicialmente sob suspeita de explosão.
De acordo com informações das autoridades e da empresa responsável pelas operações no polo, o fenômeno foi provocado por uma queda no fornecimento de energia elétrica que atingiu diversas cidades da região por volta das 3h11. A interrupção, causada por uma ocorrência em uma subestação de transmissão, afetou também municípios como São Bernardo do Campo e Ribeirão Pires, além de bairros da zona leste da capital paulista.
Com a falha no sistema elétrico, houve o acionamento automático do flare — dispositivo de segurança utilizado em indústrias petroquímicas para a queima controlada de gases. A operação gerou uma chama intensa e visível a longa distância, além de ruídos que assustaram moradores, muitos dos quais relataram tremores em portas e janelas.
Equipes do Corpo de Bombeiros chegaram a ser mobilizadas e enviadas ao local após chamados que relatavam uma possível explosão. No entanto, ao chegarem ao polo, foram informadas de que não havia incêndio ou ocorrência de risco, sendo o evento resultado de um procedimento operacional padrão de segurança.
Em nota, a Braskem, empresa responsável pelo complexo esclareceu que o flare segue normas internacionais e é utilizado justamente para evitar situações mais graves, como acúmulo de gases ou explosões. Também foi informado que não houve registro de feridos.
O fornecimento de energia foi restabelecido cerca de 15 minutos após a interrupção, segundo as concessionárias envolvidas, que informaram que as causas da falha ainda estão sendo apuradas.
Apesar do susto, o episódio não deixou vítimas e foi classificado como uma resposta segura do sistema industrial diante de uma falha externa, ainda que o impacto visual e sonoro tenha gerado apreensão em moradores de toda a região.
